Depois de dois meses de espera, foi implantada a rede de energia elétrica
que vai assegurar o funcionamento do projeto de abastecimento de água
na comunidade de Barreiros, zona rural de Várzea Alegre. A obra é financiada
pelo Projeto São José e vai beneficiar 27 famílias da
localidade.
Em setembro passado, a Federação das Associações
de Várzea Alegre (Famuva) criticou o atraso na obra.
O projeto é fruto de uma reivindicação
da Associação Comunitária Raimundo Alves
de Morais. Poço, caixa-d’água e rede
de distribuição foram construídos, mas
faltava a rede de energia elétrica para o funcionamento
do motor de bombeamento da água.
Os moradores da comunidade de Barreiros temiam que o trabalho
ficasse inviável. Havia uma informação
de que o Governo do Estado teria suspendido o financiamento
de redes de energia elétrica acima de 400 metros de
extensão, através do Projeto São José.
O presidente da associação comunitária,
José Aceno da Costa Filho, apresentou reclamação
na Famuva. “O nosso temor era que a comunidade ficasse
prejudicada”, disse. “Só faltava a ligação
elétrica, mas a associação não
dispõe de recursos para executar a obra”.
Desde março passado que a entidade comunitária
solicitou um orçamento à Coelce. Em setembro
passado, houve uma reunião da entidade para tratar
do impasse com o prefeito de Várzea Alegre, José Hélder
Máximo. Depois de ouvir a queixa dos moradores, ele
assumiu o compromisso de executar a obra de eletrificação,
inicialmente orçada em R$ 15 mil, caso o Governo do
Estado não autorizasse o trabalho.
Depois do encontro, o escritório regional da Secretaria
de Desenvolvimento Local e Regional (SDLR) entrou em contato
com a comunidade e procurou o escritório da Coelce
em Iguatu, com o objetivo de obter informações
sobre a solicitação e envio do orçamento
para a Seinfra.
A gerente do escritório da SDLR, Elissandra Souza,
rebateu a informação de que o Governo do Estado
teria suspendido o financiamento de rede de energia elétrica
acima de 400 metros. “Nesses casos, a Secretaria de
Infra-Estrutura (Seinfra) solicita o orçamento à Coelce
e faz a autorização da obra através
do programa de investimento do Estado”, esclareceu. “Às
vezes ocorrem pendências, mas são decorrentes
de acúmulo de serviço”.
No caso da comunidade de Barreiros, Elissandra Souza explicou
que houve um desencontro de informações entre
a Coelce e a Seinfra. A rede tem 600 metros de extensão
entre alta e baixa tensão. O orçamento atualizado
passou para R$ 20 mil. “O primeiro orçamento
foi enviado para o governo, através da Coelce, em
nome da Associação Comunitária Raimundo
Alves de Morais, e não em nome da Seinfra, por isso
houve demora na autorização do serviço”.
No início desta semana, a rede de energia elétrica
foi concluída e agora os moradores aguardam, com expectativa,
a ligação do sistema de abastecimento. “Será feita
em caráter de emergência”, disse a gerente
regional da SDLR.
(MATÉRIA GENTILMENTE CEDIDA PELO DIÁRIO
DO NORDESTE, VEICULADA NO DIA 13/10/2006)