CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA LIBERAÇÃO DO PROJETO SÃO JOSÉ PELA
SDLR INVIABILIZAM ABASTECIMENTO D’ ÁGUA NA COMUNIDADE
DE SÃO VICENTE EM VÁRZEA ALEGRE


As comunidades que residem nas áreas ribeirinhas do Açude Olho D'Água continuarão, pelo menos a curto prazo, sem contar com o abastecimento d'água domiciliar.

A comunidade de São Vicente, sede rural, situada há 5 km da área urbana do município de Várzea Alegre, sofreu um revés em relação aos projetos do sistema de abastecimento d’água, encaminhados à SDLR Secretaria de Desenvolvimento Local e Regional do Governo do Estado - através da CAGECE.

No último dia 18, na cidade de Massapê, foi anunciada a liberação de projetos e comunidades beneficiadas. Várzea Alegre tinha dois projetos à espera de liberação. Um deles, encaminhado pela Associação Comunitária do Sítio São Vicente e Proximidades, beneficiaria 92 famílias. Nesta etapa estava projetada a construção de uma caixa d’água na localidade, uma vez que esta já dispõe do manancial - no caso, o açude Olho D’água.

O segundo projeto foi protocolado em nome da Associação Comunitária de Mulheres do Sítio São Vicente e Adjacência. Nesta etapa, o número de famílias beneficiadas é de 62 e foi projetada apenas a rede de distribuição domiciliar do Sítio São Vicente (de baixo).

Para surpresa das associações, no dia da assinatura do convênio, foi anunciada a liberação apenas do segundo projeto, ou seja, daquele que viabilizará a rede de distribuição de água, no valor de R$ 45.063,90. O que deveria ser uma grande notícia, virou frustração e acabou gerando um grande impasse na localidade. Agora, a comunidade de São Vicente (de baixo) poderá até instalar a rede de distribuição domiciliar, mas a sua utilização ficará comprometida, já que a primeira etapa do projeto, que visava à construção da caixa d’ água no Sítio São Vicente não foi liberada.

Não se sabe o que levou a SDLR a liberar a segunda etapa do projeto, antes da liberação da primeira. Pressupõe-se que os critérios utilizados para liberar os projetos não tenham sido observados com rigor, pois a comunidade ficou perplexa ao saber que o projeto está inviabilizado, mesmo com uma parte dos recursos liberada. Diante do impasse, a comunidade de São Vicente espera que a situação seja contornada e que a primeira etapa do projeto também seja liberada, para que todos possam ser beneficiados.


(MATÉRIA VEICULADA EM 25/03/2006)